Os companheiros fiéis de Corinna na sua jornada rumo à maternidade
Corinna é uma mãe de primeira viagem de 27 anos, cheia de energia e entusiasmo. Visitámos esta jovem família em Nuremberga (Alemanha) para conhecer em primeira mão o seu percurso rumo à maternidade. O seu filho Matteo, de 1 ano, enche o seu mundo de sorrisos. Apesar de ser uma «veterana da diabetes» — Corinna foi diagnosticada aos 12 anos —, a gravidez foi um período muito intenso para ela. Começou a utilizar o myLoop no segundo trimestre, o que lhe permitiu concentrar-se nos momentos especiais e na saúde do seu futuro filho.
Quando decidimos que queríamos ter um bebé, para mim foi muito importante ter a HbA1c bem controlada e manter bons níveis ao longo do dia.
Durante a gravidez, naturalmente, tive os meus altos e baixos. Tive de reorganizar um pouco as minhas rotinas diárias e encarar as novas experiências com calma, sobretudo concentrar-me intensamente nos meus níveis de glicose para garantir que nada acontecia ao bebé. Demorou algum tempo, mas também foi uma experiência de vida muito bonita.
Transição da bomba de insulina para o circuito fechado híbrido (automático)
A transição para o myLoop não foi um problema para mim, porque já estava familiarizada com a YpsoPump. O único desafio foi não interferir no processo de aprendizagem do algoritmo.
Após o período inicial de aprendizagem, percebi que podia confiar nele, que estava ali para mim e que cuidava de mim, por assim dizer. Foi realmente um companheiro fiel.
Gestão da diabetes por trimestre
Os três trimestres foram muito diferentes. No primeiro trimestre, ainda não utilizava o myLoop, o que era muito cansativo, porque não conseguia controlar os meus níveis. O segundo trimestre — depois de mudar para o myLoop — foi muito mais tranquilo, porque sabia que os meus níveis de glicose estavam dentro do intervalo e podia concentrar-me no trabalho enquanto geria a minha diabetes em segundo plano. No terceiro trimestre, mantive constantemente bons níveis de glicose, porque já estava familiarizada com o sistema myLoop.
Durante a minha gravidez, o myLoop controlou eficazmente as grandes oscilações dos níveis de glicose. Podia sempre utilizar a função «Boost» quando tinha comido demasiado sem administrar bólus. Se ingerisse refeições que demoravam mais tempo a ser digeridas ou precisasse de regular os meus níveis de forma mais gradual, utilizava a definição de refeição de absorção lenta.
O papel da equipa médica e do companheiro
O apoio da minha equipa médica foi incrível. Podia recorrer a eles a qualquer momento: estavam sempre disponíveis para me atender, fosse o meu ginecologista ou o meu diabetologista.
Para além da equipa médica, tive ao meu lado o meu marido, que me apoiou em todos os momentos. Todos estes foram fatores importantes para que tivesse uma experiência positiva da gravidez e me sentisse confortável e tranquila.
Parto
Durante o parto e durante a semana que passei no hospital, o meu marido apoiou-me 24 horas por dia, sete dias por semana. Cuidou de mim e das minhas necessidades, incluindo a gestão da minha diabetes. O myLoop esteve sempre nas mãos dele e o meu marido supervisionou o que era necessário fazer para aliviar o meu stress e permitir que me concentrasse no parto, que foi um dos momentos mais bonitos.
A aplicação foi muito fácil de utilizar para ele e conseguimos realmente concentrar-nos no nascimento do nosso filho, sem que ele tivesse de intervir muito.
A vida de uma mãe jovem
Depois do parto, o myLoop retomou a aprendizagem diária, porque os meus níveis tinham voltado a mudar. Tive de reajustar os valores-alvo de glicose, que tinham sido definidos para valores mais baixos durante a gravidez. Ao fim de cerca de duas ou três semanas, estava novamente ajustado de forma ideal e funcionava sem problemas.
A amamentação não afetou muito os meus níveis de glicose, exceto pela minha vontade de petiscar, que o myLoop geriu de forma ideal, corrigindo os níveis em sentido descendente. Simplesmente presto menos atenção ao meu telemóvel ou à aplicação e deixo que faça o seu trabalho.
Conselhos para futuras mães
Cara mulher com diabetes tipo 1: se acabou de descobrir que está grávida, o meu conselho é que se ouça a si própria e ao seu bebé, porque só vocês os dois podem decidir e sentir o que é importante para vocês. Tire partido das funcionalidades da terapêutica com bomba e circuito fechado, incorpore algum exercício físico e tenha uma alimentação equilibrada.